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As redes socais têm sido cada vez mais fonte de recrutamento de funcionários – ou de consulta de perfis, pelo menos. Aprenda as dicas de Danielle Restivo, gerente de comunicação do LinkedIn, para usar a rede a favor da sua carreira

O que fazer para que meu perfil seja facilmente encontrado?

Existem várias maneiras destacar seu perfil. Uma delas é garantir que ele esteja completo. Seu perfil do LinkedIn é a sua chance de mostrar habilidades e talentos e ajudar as pessoas e oportunidades certas a encontrar o caminho até você.

Você pode configurar alguns detalhes que o tornarão mais visíveis aos motores de busca: Membros com pelo menos um antigo trabalho listado em seu perfil são 12 vezes mais visíveis; pessoas com pelo menos uma formação educacional listada têm sete vezes mais chances de serem encontradas; profissionais com umque têm foto em seu perfil também têm sete vezes mais chances de serem vistas.

Inclua palavras-chave através das quais você gostaria ser encontrado. Por exemplo, se você é um advogado especializado em direito imobiliário, certifique-se que essas palavras e frases estão no seu perfil do LinkedIn.

Você também pode criar uma URL personalizada para o seu perfil, que irá ajudá-lo a subir ao topo dos resultados de pesquisa Google, é só editar nas suas configurações. Por exemplo: br.linkedin.com/in/fulanodetal

Como fazer uma rede melhor com as pessoas na minha área?

Ter uma forte rede é essencial. Ela representa aqueles que você conhece e confia e você pode utilizá-la para dar e receber oportunidades de emprego. Não importa como vai a economia ou a sua carreira, ter um bom networking é uma ótima maneira ter alguma de segurança de emprego. Não espere a necessidade chegar para formar a sua rede.

Há um número “mágico” de conexões para ter no LinkedIn: 50. Ao connectar-se a pelo menos 50 contatos confiáveis (antigos colegas de trabalho e escola, clientes, professores, amigos e família), você vai aumentar suas chances de entrar em contato com as pessoas e empresas que irão ajudá-lo a chegar onde quer.
What information are really important in my profile?

Quais informações são realmente importantes no meu perfil?

Inclua postos de trabalho que você ocupou durante toda a sua carreira e não apenas o mais recente. Também não se esqueça de falar da sua formação e escrever um bom resumo do seu currículo com palavras-chave que melhor descrevem quem você é como profissional.

Adicione uma foto no perfil e escreva um título capaz dizer aos outros membros do LinkedIn o que você faz como profissional. Quanto mais informações você fornecer no seu perfil, mais provável ser encontrado para potenciais negócios ou oportunidades de emprego.

Peça recomendações de seus colegas ou gestores anteriores que aparecem em seu perfil. Uma boa recomendação de quem já trabalhou com você destaca seus pontos fortes e mostra que você foi um funcionário valorizado.

Que tipo de imagem devo usar no meu perfil?

É importante ter uma foto profissional em que esteja sozinho. Isto é especialmente importante se você quer entrar em contato com pessoas que não conhece ou não vê há muito.

Mais dicas

Mostre o que você tem para oferecer no Skills LinkedIn
LinkedIn rastreia milhares de habilidades na página Skills. Adicione suas qualidades relevantes ao seu perfil para que você apareça nos resultados de busca. A página Skills também te dirá a quais grupos do LinkedIn podem ser inetressantes para você de acordo com suas habilidades.

Demonstrar os seus conhecimentos sobre LinkedIn Answers
A página Answers é um dos melhores lugares na web para compartilhar conhecimentos sobre negócios. Você pode perguntar e responder questões sobre assuntos específicos. Ao demonstrar os seus conhecimentos no LinkedIn, você ganha reconhecimento que o ajuda a construir credibilidade.

Atualize seu status
Deixe seus contatos saberem o que você está fazendo: atualize seu status regularmente. Use as atualizações de status para anunciar novos produtos e postar artigos.

Participe de grupos
Os grupos são uma ótima maneira de se envolver com pessoas que têm interesses parecidos aos seus, podem te dar apoio e responder perguntas. Participe dos grupos relacionados com a sua área de trabalho, cidade ou estado. Procure grupos onde você pode obter informações sobre clientes em potencial, oportunidades de negócios ou oportunidades de carreira.

Siga Empresas
Busque empresas onde você pode querer trabalhar no futuro e descubra se algum dos seus contatos conhece pessoas que trabalham lá. Seguir as empresas também te mantém informado sobre oportunidades de carreira, novos produtos, anúncios ou eventos.

Via: Você/SA

Meu médico me recebeu todo envergonhado pelo atraso de duas horas na consulta marcada.

“Doutor, eu não estou irritado pela espera porque o senhor é simplesmente o melhor médico do país, e eu não sou bobo.

Prefiro esperar a consultar o segundo ou o décimo melhor especialista da área.”

Isso o tranquilizou.

“Eu só acho triste que o melhor médico deste país esteja cobrando o mesmo preço que os outros, tendo de trabalhar o dobro, sem tempo para estudar e ver a família.

Eu, palestrante que sou, cobro dez vezes o preço desta sua consulta, só que nunca chego atrasado.”  concordou e balbuciou a seguinte frase, que me levou a escrever este artigo.

“Tenho medo de cobrar mais do que os meus colegas. Eles ficariam com inveja, falariam mal de mim, seria um inferno.” 
No Brasil, a maioria dos empregados e profissionais no fundo tem medo de pedir um aumento de salário ou de cobrar mais caro.

Cobrar mais significa criar um cliente mais exigente, que irá reclamar toda vez que o serviço não corresponder ao preço.

Cobrar menos é sempre a saída mais fácil, dá muito menos problemas, menos reclamações, como no meu caso.

É preciso ter coragem para cobrar mais e assumir as responsabilidades inerentes. A maioria prefere o comodismo e a mediocridade do “preço tabelado”.

Só que, se cobrar o mesmo que os colegas menos competentes, você estará roubando clientes deles, e é isso que cria inveja e maledicência.

Você estará fazendo “dumping profissional”, estará sendo injusto com eles e consigo mesmo. 

 Eu sei que é difícil cobrar mais caro, mas alguém tem de dar o exemplo, mostrar aos outros profissionais o caminho da excelência, implantar novos padrões, como pontualidade, por exemplo.

Você será o guru da nova geração, e a inveja que terão de seu novo preço fará com que eles passem a copiá-lo.

E, à medida que seus colegas se aprimorarem, sua vantagem competitiva desaparecerá e você terá de reduzir o preço novamente ou então melhorar ainda mais seus serviços.

Somos essa sociedade atrasada porque, entre nós, cobrar caro, ganhar mais do que os outros é malvisto pelos nossos intelectuais, políticos, líderes religiosos e professores de sociologia.

O paradigma de sucesso deles é cobrar pouco.

Melhor ainda seria não cobrar, oferecendo de graça ensino, saúde, segurança, cultura, aposentadorias, remédios, comida, dinheiro, enfim.

De graça, o povo não tem como reclamar dos péssimos serviços, os alunos desses professores não têm como criticar as péssimas aulas. “De cavalo dado não se olham os dentes.”

Se alguma coisa a história nos ensina é que o “tudo grátis” traz consigo a queda da qualidade dos serviços públicos, a desvalorização do serviço, o desprezo pelo povo nas filas, a exclusão social, a corrupção e a desmoralização de todos os envolvidos. 
O programa Bolsa Escola foi criado no governo do PSDB como uma forma inteligente de incentivar as mães a manter os filhos nas péssimas aulas do ensino público. Quando o estímulo deveria ser aulas interessantes a que nenhum aluno curioso iria faltar.

Nós administradores já descobrimos há tempos que refeições grátis para funcionários não são valorizadas, e a qualidade despenca.

Por isso, cobramos algo simbólico, 10% a 20% de seu valor.

Se o ensino fosse cobrado, em pelo menos 10% do valor, teríamos pais de alunos reclamando do péssimo ensino público e gerando pressão por melhoria e redução de custos.

Dizer que nem isso dá para pagar é mentira – 10% não chegariam a 20 reais por mês.

Tem muito pai que faria trabalho extra pelo orgulho de saber que foi ele quem custeou a educação dos filhos, e não a caridade estatal.

Se temos falta de recursos em educação, por que não cobrar pelo menos 10% do valor? Seria falta de coragem ou simplesmente vergonha?

Precisamos mudar a mentalidade deste país, uma mentalidade que incentiva a mediocridade, e o medo de cobrar pelos serviços, por óbvias razões.

Se você acha que cobrar caro e ficar rico é politicamente incorreto, como muitos professores têm ensinado por aí, doe o adicional pelo meu site http://www.filantropia.org

Ou então passe a trabalhar menos, volte para casa mais cedo e curta sua família.

Mas não faça a opção pela pobreza, não tenha medo de cobrar cada vez mais.

Caso contrário, continuaremos pobres e medíocres para sempre.

Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)

Editora Abril, Revista Veja, edição 1979, ano 39, nº 42, 25 de outubro de 2006, página 28